terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MANHÃ ORVALHADA



Amanhecer ao teu lado, teu corpo colado ao meu
Um doce beijo ganhar,
Teu amor em meu coração a cada manhã renovar.
Novo dia raiando, manhã serena,
cheiro de terra orvalhada que aguça nossos sentidos,
Vamos viver esse dia em que tudo principia
nessa brisa que acalenta nosso ardente desejo.
Entrelaçados corpos em plenitude de almas que se enlaçam
O amor aconchega, é ninho, nos acolhe.
Da vida à esperança, do sonho à reliadade.
Pura magia que se faz presente em nosso viver.
Tão doce, tão terno a me enamorar,
Namorando assim vivemos o amor.
Linda manhã orvalhada, cheiro de terra molhada,
A ti me entrego em puro amor e prazer.
Paz em meu viver.

Nanci Laurino

28/02/09

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PAI, ANJO, AMIGO (para meu Pai Arnaldo Laurino, em memória)



Quero dizer da minha saudade.
Quero dizer que a vida sem você, ficou diferente.
Quantas vezes senti falta do seu ombro amigo!
Quantas vezes até, inconscientemente,´
pensei em ir lá na sua casa
para conversarmos.

Você que sempre me aconselhou.
Amigo querido, mais que Pai,
sempre tinha palavras ponderadas.
E nos meus dias de aflições, lembrava-me delas,
Seguia confiante!!

Pai querido que sempre dizia:
"Erga a cabeça e siga em frente"
Com você eu sabia que o mundo era melhor.

Meu porto seguro,
Meu presente da vida, que Deus levou,
E não deixou nem mesmo despedir-me de você.
Agora sinto sua falta imensa.
Anos passam...perdi meu amigo!
Perdi meu Pai querido.
Sei que uma pessoa linda, iluminada
como sempre foi aqui na Terra,
com certeza, estará fazendo felizes
a outras pessoas na sua
nova morada.

Saiba Pai:
Quero encontrar-me com
você novamente
Receba-me quando eu partir
deste mundo.

Eu o amo, Pai Querido!
Agradeço ombro amigo!
Saudade Eterna!

(Nanci Laurino)

LÁGRIMA SOLTA



Hoje a lágrima rola solta.
Saudade doída, coração apertado
Quanto tempo sem sua companhia
Se ao menos tivesse notícias suas
Pudesse eu saber como estás
Se és feliz na nova morada...
Quem inventou a vida, trouxe a morte
Morte muda, surda, cega.
Indiferente às nossas dores
Deixa apenas saudades
Essa dor calada
Esse imenso vazio do não saber.

Nanci Laurino
02/11/07